quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Índia lança tablet mais barato do mundo

Nova Délhi - A Índia apresentou nesta quarta-feira o que considera ser o tablet mais barato do mundo, destinado a estudantes, ao preço subsidiado de 35 dólares.
O governo indiano está comprando as primeiras unidades do produto, chamado Aakash --que significa céu em hindi-- por 50 dólares cada um, de uma empresa britânica que está montando os dispositivos na Índia.
Os tablets, inicialmente, serão fornecidos gratuitamente aos estudantes, em um projeto piloto envolvendo 100 mil unidades.
"Os ricos têm acesso ao mundo digital, os pobres e comuns têm sido excluídos. Aakash terminará com a divisão digital", disse o ministro das Telecomunicações e da Educação, Kapil Sibal.
DataWind, pequena empresa britânica que desenvolveu o tablet, disse que o custo será menor quando iniciar a produção em massa.
Após a distribuição gratuita, o governo pretende vender os produtos aos estudantes por 35 dólares no próximo ano.
A versão do tablet voltada ao varejo será comercializada por cerca de 60 dólares.

Acelere a instalação do Windows 7 integrando um Service Pack (Pacote de Serviços)

Veja como criar um instalador personalizado do Windows contendo as atualizações mais recentes e economize tempo na hora de formatar o PC.

Usuários de PCs sabem que, na hora de formatar a máquina e começar do zero, a instalação do Windows é apenas uma parte (relativamente rápida) do processo. É o passo seguinte, o download e instalação de todas as atualizações disponíveis, que geralmente consome a maior parte do tempo, podendo demorar horas dependendo da quantidade de atualizações e velocidade da sua conexão.
Mas dá para ser mais eficiente: neste artigo iremos mostrar como integrar o mais recente pacote de atualizações do Windows 7 (o Service Pack 1) ao instalador do sistema. Assim todo o processo será feito de uma vez só, e você ganha tempo.

Leia também:

» Aprenda a instalar o Windows a partir de um pendrive


Slipstreaming

O processo é baseado em uma técnica conhecida como Slipstreaming, e consiste em integrar as atualizações e service packs aos arquivos de instalação do sistema usando algumas ferramentas do próprio sistema operacional.
A técnica era fácil de executar no Windows XP e 2000, mas o Windows Vista e Windows 7 usam um novo processo de instalação, baseado em uma imagem de disco, que torna o processo antigo obsoleto. Para modificar uma imagem de instalação do Windows 7 é necessário extraí-la, descompactá-la, incorporar as atualizações e recriar o arquivo.
Embora a Microsoft ofereça ferramentas corporativas que ajudam os departamentos de TI a criar imagens de instalação do Windows 7 personalizadas, o processo para os usuários finais é muito mais complexo. Por sorte há alguns utilitários gratuitos que automatizam boa parte do processo, tornando muito fácil criar um disco de instalação do Windows 7 com o mais recente “service pack” com atualizações já integrado.
E além de integrar o Service Pack 1 ao instalador do Windows 7, vamos criar um pendrive de instalação, que torna o processo muito mais rápido do que seria a partir de um DVD. Com um instalador atualizado e um pendrive rápido, você poderá reinstalar o Windows 7 em questão de minutos.

Atualizando o instalador

Vamos começar juntando as ferramentas necessárias: um pendrive de 4 GB ou mais, um disco de instalação do Windows 7, o instalador do Service Pack 1 e dois utilitários gratuitos. O prmeiro é o RT Se7en Lite, que fará o trabalho de modificar os arquivos de instalação do sistema, e o segundo é o WinToFlash, que irá nos ajudar a criar o pendrive de instalação.
Recomendo que você use um pendrive com mais de 4 GB, pois assim além do instalador do Windows você terá espaço para todos os drivers necessários para seu computador, além dos instaladores de seus aplicativos favoritos. Ter tudo isso em um mesmo local é outra forma de economizar tempo.
Note que é necessário combinar as versões do Windows 7 e do Service Pack 1. Um DVD de instalação do Windows 7 64-Bit exige o uso da versão 64-Bit do SP1, e não dá para misturar as coisas (sistema de 64-Bit com Service Pack de 32-Bit, e vice-versa). Além disso, seu PC precisa ter pelo menos 4 GB de espaço em disco livre.
Baixe a versão Beta 2.6.0 (lá no rodapé da página de downloads) do RT Se7en Lite e instale. Se possível desabilite temporariamente seu anti-vírus, já que ele pode interferir no processo de “slipstreaming”, deixando-o mais lento.
Crie uma pasta no seu PC com um nome qualquer (ex: Windows7) e copie para dentro dela todos os arquivos do DVD de instalação. Depois que a cópia terminar abra o RT Se7en Lite, clique no botão Select OS Path na janela principal e indique a pasta que contém os arquivos que você acabou de copiar. Uma nova janela irá surgir com uma lista de versões do Windows 7: selecione a correpondente ao seu DVD. Nessa mesma janela marque a opção Slipstream Service Pack e clique em OK.
rt7lite-300px.jpg
RT Se7en Lite: integre os Service Packs ao processo de instalação do Windows
Uma nova janela com opções de Slipstreaming irá surgir. Clique no botão Browse no topo da janela e selecione o instalador do Windows 7 Service Pack 1 que você baixou anteriormente (windows6.1-KB976932-X64.exe, para sistemas de 64-Bit, ou windows6.1-KB976932-X86.exe, para sistemas de 32-Bit). Clique em Start.
O RT Se7en Lite irá começar a integrar o Service Pack 1 aos arquivos de instalação do Windows 7. O processo pode levar um bom tempo, especialmente em máquinas mais lentas. Em uma máquina de testes com processador quad-core e 8 GB de RAM, demorou cerca de 20 minutos. Em um PC mais modesto, com um processador Core 2 Duo e 4 GB de RAM, levou mais de uma hora.
Quando o RT Se7en Lite reportar que a operação foi concluída com sucesso, clique no botão Exit e feche o programa. A pasta para onde você copiou o conteúdo do DVD do Windows 7 agora contém um instalador atualizado, já com o Service Pack 1 integrado. Só falta copiar tudo isso para um pendrive.
Criando o pendrive
Para criar o pendrive de instalação basta instalar o Novicorp WinToFlash (gratuito para uso pessoal) e seguir os mesmos passos que detalhamos em um outro artigo que publicamos recentemente, chamado “Aprenda a instalar o Windows a partir de um pendrive”. Só há uma pequena diferença: na hora de indicar onde estão os arquivos de instalação do sistema (opção Windows files path: no Windows Setup Transfer Wizard) aponte para a pasta em seu HD com o instalador modificado, em vez de indicar o DVD original do Windows.

Instalando!

Para instalar o Windows basta reiniciar o PC a partir de seu novo pendrive (consulte o manual de seu computador para saber como). O instalador do Windows 7 irá surgir na tela, como se você estivesse usando o DVD original, com a diferença de que todo o processo será mais rápido.
Quanto tempo dá pra economizar? Em uma de nossas máquinas foram necessários apenas 6 minutos e 35 segundos para ir do início ao fim da instalação. Usando um DVD original do Windows o mesmo processo levou 14 minutos e 30 segundos, e isso não leva em conta o tempo necessário para baixar e instalar o Service Pack 1, que poderá chegar a várias horas, dependendo de sua conexão à internet.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

o Futuro da BIOS - UEFI: O que é, para que serve e como funciona?

A Phoenix Tecnologies (FABRICANTE DE BIOS) apresentou no fórum de desenvolvedores da Intel na prática a tecnologia EFI, também conhecida hoje como UEFI (Unified Extensible Firmware Interface) em um notebook Lenovo T400s equipado com SSD, no qual o processo de boot do sistema não levou mais que 13 segundos, e em um com Hard Disk com um tempo m pouco maior, entretanto, menor que nos computadores com BIOS.

Assista aos videoS NO YOUTUBE:
http://www.youtube.com/watch?v=D5da1kmjwdM&feature=player_embedded


Mas, na prática, como funciona esse negócio de EFI/UEFI?

Simples, meu caro leitor, vou explicar agora para você como é possível esta proeza, mas antes, devo começar pela BIOS tradicional.
Nos computadores atuais (e nos de 25 anos atrás) o arranque do sistema se dá por um programinha escrito em  Assembler e gravado na memória CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). Seu trabalho é informar ao processador como trabalhar com os dispositivos essenciais para o boot do sistema, como teclado, portas, unidades de armazenamento, entre outros. Logo depois, a BIOS faz o teste de hardware, checando se todas as peças necessárias para o boot do sistema estão funcionando, clock do processador, memória, etc. Este processo é chamado de POST (Power-On Self Test).

Embora a BIOS tenha recebido algumas melhorias ao longo dos anos, a tecnologia já chegou ao seu limite há tempos, dificultando em partes a criação de novos padrões de hardware, velocidade do sistema, entre outros fatores, mas tudo isso, como veremos a seguir, logo vai ser coisa do passado.
O EFI é uma tecnologia desenvolvida inicialmente pela Intel com o apoio da Microsoft no início nos anos 90 com a intenção de futuramente substituir a tradicional BIOS e oferecer outras funcionalidades. Construído em módulos através da linguagem C, é possível alterar partes do código do EFI sem alterar sua estrutura, facilitando atualizações e diminuindo erros.
Diferentemente da BIOS, que precisa ter uma versão 32 e outra 64bits dependendo do hardware ou software, o EFI pode trabalhar com as duas tecnologias sem problemas e os sistemas operacionais no mercado hoje são preparados para esta tecnologia.


Nova tela do EFI ou UEFI o futuro da BIOS.
msi-efi-bios1

Além de possuir uma interface gráfica melhor elaborada, permitindo o uso do mouse também para alterar as configurações de hardware do sistema, é possível incluir outras funções como acesso direto ao drive de CD/DVD para execução de músicas e vídeos, acesso à internet, a rede  e pastas específicas nas unidades de armazenamento locais, uso de messengers, browsers, games e outras aplicações, desde que os codecs/softwares e drivers necessários estejam inclusos na EFI. Hoje temos no mercado algumas placas-mãe da MSI (especificamente a linha P45) dotadas com essa tecnologia e que trazem algumas dessas funcionalidades.

msi_p45_efi_1
msi_p45_efi_2

Já que isso tudo pode ser incluso EFI e usado antes da inicialização do sistema operacional, como ele pode ser carregado mais rápido que em computadores com BIOS? Vamos a resposta:

EFI





Como mostra o infográfico acima, podemos identificar o Hardware e o Firmware* juntos.
As extensões EFI podem ser carregadas a partir de qualquer dispositivo de memória não-volátil. Ainda é possível que o fabricante inclua os drivers** do hardware no EFI, de forma que os mesmos podem ser carregados independente do Sistema Operacional, tornando assim o boot e funcionamento do sistema mais rápido, visto que o sistema não será responsável por essa função. Além do mais, a própria EFI poderá se atualizar de forma mais simples que a BIOS. Também há a vantagem de não ser necessário ter uma VGA para o funcionamento da EFI (diferentemente da BIOS).
A EFI está começando a entrar aos poucos num mercado saturado e atrasado pela BIOS, e em poucos anos (se outra tecnologia não surgir) poderá ser comum e assim poderemos dar adeus a velha forma de ligar o computador (que os usuários da Apple já deram a um bom tempo). A MSI já começou, a Phoenix mostrou o potencial e assim (espero) teremos sistemas cada vez mais velozes e eficientes.
Atualmente, o UEFI está na versão 2.3.
  • * Firmware é o conjunto de instruções operacionais programadas diretamente no hardware de um equipamento eletrônico. É armazenado permanentemente num circuito integrado (chip) de memória de hardware, como uma ROM, PROM, EPROM ou ainda EEPROM e memória flash, no momento da fabricação do componente.
  • ** Em adição aos drivers de dispositivos padrões específicos da arquitetura, a especificação EFI provê para um ambiente de drivers de dispositivo independente do processador, chamado EFI Byte Code ou EBC.

Banda larga a R$ 35 chega neste sábado a mais de 340 cidades

Pelo PNBL, operadoras podem oferecer planos com velocidade de 1 Mbps pelo preço máximo de 35 reais; acordo proíbe venda casada.

As operadoras que aceitaram participar do PNBL – Programa Nacional de Banda Larga, podem começar a oferecer seus planos de banda larga com velocidade de 1 Mbps a R$ 35 a partir deste sábado (1).
As empresas que confirmaram ofertas já amanhã são Oi, Telefonica, Algar Telecom e Sercomtel.
Inicialmente, serão atendidos pelo PNBL 344 municípios, uma parte do total de cidades listadas no acordo. Na próxima semana, o Ministério das Comunicações irá publicar na internet uma lista completa dos municípios onde já está havendo oferta de banda larga a preços populares.
Leia também: PNBL: Como será a banda larga a R$ 35
A expectativa é que, até o final deste ano, 544 localidades disponham de banda larga de 1 Mbps a R$ 35. Também haverá ofertas de planos no atacado, destinados a pequenos prestadores e a municípios, que, em um primeiro momento, cobrirão 982 municípios do País.
Os "Termos de Compromisso" das operadoras com a Anatel determinam que as empresas não poderão fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet, mas, pelo acordo, as empresas poderão ofertar internet móvel onde não for possível pela fixa.
Em 13 de julho e 24 de agosto TIM e Claro, respectivamente, anunciaram adesão ao PNBL. A expectativa da TIM é contemplar 1.000 cidades até 2012. Já a Claro, na data da assinatura de adesão, declarou o início imediato da oferta à internet rápida a preços populares. A Oi também anunciou que participará do serviço.
Franquia
Os serviços vendidos dentro do PNBL contarão com franquias mensais de tráfego de dados. Esses limites variam de acordo com cada operadora. Haverá um aumento no limite mensal de tráfego, chegando a 1GB mensal de download até 2013. A Telefônica, por exemplo, vai vender acesso fixo com limite inicial de 300MB por mês. Depois, esse teto vai aumentar para 600MB e então 1GB. No caso da Oi, a franquia inicial é de 500MB, ampliada para 1GB após seis meses.
O serviço de internet não poderá, de modo algum, ser interrompido caso o usuário exceda o limite mensal de tráfego de dados. Caso o consumidor ultrapasse a franquia, a operadora poderá reduzir a velocidade da conexão, em limites que serão definidos pela própria empresa. A operadora também poderá oferecer a opção de fazer um pagamento extra para que a velocidade da conexão volte ao normal.

Entenda como o boot seguro do Windows 8 irá afetar o Linux

Recurso para dificultar a infecção por malware poderá dificultar ou até impedir a instalação de sistemas operacionais que não sejam “assinados” pela Microsoft.

 

 Desde a descoberta de que o mecanismo de boot seguro (Secure Boot) do Windows 8 poderia causar dificuldades para os usuários do Linux, especula-se qual é a natureza exata delas. Será que os usuários do Linux serão simplesmente incapazes de rodar o sistema em PCs com o Windows 8? Será possível desabilitar o recurso nas configurações da UEFI (Unified Extensible Firmware Interface, que substituirá a BIOS atual) e eliminar o problema?

Estas e outras perguntas relacionadas foram feitas repetidamente na internet na última semana, e as respostas não são claras. Tanto que a Linux Australia anunciou que considera protestar junto à Australian Competition and Consumer Comission (ACC), alegando que o comportamento da Microsoft é anti-competitivo.
Provavelmente irá demorar algum tempo até que possamos saber exatamente como as coisas irão se desenrolar, já que o Windows 8 ainda é um pontinho no horizonte. Mas até o momento, parece que “PCs certificados para o Windows 8 irão tornar mais difícil ou impossível a instalação de sistemas operacionais alternativos”, diz Matthew Garrett, programador da Red Hat, uma das principais desenvolvedoras do Linux no mundo.
Claro que há uma grande diferença entre “difícil” e “impossível”. Quer saber em que pé está esta discussão? Veja a seguir o que sabemos até agora:
1. Habilitado por padrão
O programa de certificação da Microsoft irá exigir que todo PC “certificado para o Windows 8” tenha o Secure Boot habilitado por padrão, de acordo com um post publicado por Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, no blog “Building Windows 8”.
E para impedir que malware desabilite o sistema de segurança, a certificação também exige que o firmware não permita o controle “a nível de software” do Secure Boot, além de estipular que os fabricantes (OEMs) impeçam tentativas não autorizadas de modificar o firmware de forma que isso possa "comprometer a integridade do sistema”.
2. UEFI
No coração da estratégia da Microsoft está o protocolo de boot seguro da UEFI, uma alternativa à BIOS que permite que “uma ou mais chaves sejam instaladas no firmware de um sistema”, explicou Garrett. “Uma vez habilitado, o Secure Boot impede que executáveis ou drivers sejam carregados, a não ser que tenham sido assinados com uma destas chaves”.
O problema para as distribuições Linux é que elas provavelmente não terão, por padrão, uma assinatura. O que significa que não serão capazes de rodar em uma máquina certificada para o Windows 8. Além disso “a certificação para o Windows 8 não exige que o PC seja entregue com nenhuma outra chave além das da Microsoft. Um PC com Secure Boot habilitado por padrão e que tenha apenas as chaves da Microsoft só será capaz de rodar sistemas operacionais da Microsoft”.
O Linux atualmente não suporta o Secure Boot da UEFI, embora isso possa mudar à medida em que hardware equipado com este recurso se torne disponível. “Adiconar suporte a isto é provavelmente coisa de uma semana de trabalho, no máximo”, diz Garrett.
3. Desabilitando o Secure Boot
Pelo menos em teoria o UEFI pode ser modificado para desabilitar o Secure Boot, e o tablet com Windows 8 que a Microsoft demonstrou em sua conferência BUILD no início deste mês incluia esta possibilidade.
Entretanto “faça isso por sua própria conta e risco”, afirma Sinofsky. Mais significante é o fato de que seu post menciona que são os OEMs que decidirão como implementar estes recursos.
Qualquer que seja o método que os fabricantes escolham para desabilitar o Secure Boot, os usuários ainda terão escolhas, diz Sinofsky, como a opção de rodar um sistema operacional mais antigo se quiserem.
4. Depende dos fabricantes de hardware
A mensagem geral da Microsoft é uma tentativa de esclarecer a situação e reduzir as preocupações. Como disse Tony Mangefeste, Gerente de Programa da equipe de Ecossistema da Microsoft, “No final das contas, o consumidor ainda estará no controle de seu PC”. Mas na realidade, parece que caberá aos fabricantes decidir se permitirão ou não que os usuários desabilitem o Secure Boot.
De fato, não há uma exigência de que os fabricantes de PCs certificados dêem aos usuários esta possibilidade, diz Garrett. E não é só isso: “Nós (da Red Hat) já fomos informados por fabricantes de que algumas máquinas não terão esta opção”.
O resultado final, escreve ele, é que “o usuário não tem garantia de que terá a habilidade de instalar chaves extras para poder carregar de forma segura o sistema operacional de sua preferência. O usuário final não tem garantia de que poderá desabilitar este recurso. O usuário final não tem a garantia de que seu sistema terá as chaves que seriam necessárias para trocar a placa de vídeo por um modelo de outro fabricante, ou trocar a placa de rede e ainda poder dar boot pela rede, ou instalar uma nova controladora SATA e fazê-la reconhecer o HD atual. O usuário final não está mais no controle de seu PC”.
5. As opções para o Linux
Dado tudo isto, quais são as opções para os usuários do Linux? Mais uma vez, é importante lembrar que tudo isto ainda é algo preliminar, já que ainda irá demorar um pouco para o Windows 8 chegar às lojas.
Mas pelo que vimos até agora, não comprar um PC certificado para o Windows 8 é uma forma óbvia de evitar problemas em potencial, bem como simplesmente fazer um upgrade a partir do Windows 7 em regime de “dual boot” em uma máquina já existente. Montar seu próprio PC também é outra opção.
Assumindo que a Microsoft dê aos fabricantes de hardware a opção de desabilitar o Secure Boot, basta ter cuidado na hora da compra e se certificar de que o PC com Windows 8 que você está comprando inclui esta opção.
Versões “assinadas” do Linux não são prováveis, por causa de problemas de licenciamento com os gerenciadores de boot GRUB e GRUB2 e o fato de que as chaves do Linux teriam que ser incluídas nas máquinas de todos os fabricantes de PCs - o que é um pesadelo logístico.
Mas os fãs do Linux tendem a ser usuários bastante astutos. Se as coisas continuarem neste caminho, posso apostar que uma variedade de formas de contornar o Secure Boot irão surgir em breve.